sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Problemas de uma obra.

Já imaginávamos que poderíamos ter algum tipo de problema com a obra. Que teríamos que utilizar aqueles 30% a mais que você já coloca na contabilidade de uma obra. Mais olha, minha amiga, como é difícil lidar com o ser humano.
O pedreiro, aquele que é amigo da família do Pequeno, que fechamos para fazer o banheiro, então ele. Só vou fazer um parenteses aqui antes de começar a contar o causo, não estou aqui para falar da pessoa ou do que ele representa para a família do meu noivo, estou somente expondo minha opinião diante de uma pessoa que não conheci mais que entrou em minha vida.
Contratamos o pedreiro para colocar as pastilhas dos banheiros e lá foi ele, começou pelo banheiro social. Passou o domingo inteiro fazendo o serviço, o Erick ficou um pouco lá com ele, acompanhando o trabalho. Depois no final da tarde, ele veio para casa dormir um pouco para depois levar o pedreiro embora. 
Pois bem, quando o Erick chegou eu achei que ele tinha levado ele embora, mais não. Ele ficou quase 1 hora e meia tentando entender que droga era aquela que o cara tinha feito.
Fui no apartamento com ele, depois de toda narração do Erick dizendo que não gostou, que achou que ficou feio e isso e aquilo outro. E eu dentro do carro rezando pra ser coisa da cabeça dele. Só pensando: "tomara que não seja nada disso".... Cheguei no apartamento e para minha tristeza e revolta o banheiro estava terrivelmente ridículo!
Fiquei impressionada. Como uma pessoa pôde ficar o dia inteiro e fazer aquilo?! Foi uma mistura de sentimentos, raiva, tristeza, ódio, vontade de matar um e sei lá mais o que!
Não sei se nessa foto vai dar pra ver muito, mais foi o que eu consegui tirar.
Fiquei completamente arrasada quando vi o banheiro daquele jeito. 
Foi uma mistura de sentimentos ruins, todos juntos e misturados.
Fiquei martelando o porque que ele falou que sabia fazer o serviço. 
Primeiro pensei que era má fé, depois pensei que não, depois pensei que foi ignorância minha ter aceitado que ele fizesse o trabalho sem ao menos ter visto nenhuma obra dele. 
Hoje, com quase 1 semana do acontecido, acho que foi o medo de falar a verdade. Medo ou vergonha sei lá. Medo de dizer para um conhecido que não sabia fazer o trabalho. Ruim isso né?! Ruim pra mim e para ele. Imagina viver sem conseguir falar a verdade?
Sem ser sincero com você mesmo? Hoje fico pensando como será que ele dorme? Será que ele deita a cabeça tranquilamente no travesseiro? Não por enganar ninguém, dizendo que faz uma coisa e não faz. Mais por não ser sincero com ele mesmo. Ruim isso né?

Dá minha parte ficou a certeza de que eu realmente não gosto de ser enganada! O sentimentozin ruim né?!

No final das contas ele disse para o Erick que vai devolver o dinheiro que já pagamos para ele. Mais sinceramente? Isso nem é o mais importante pra mim. O que eu queria mesmo era deletar todo esse acontecido, passar uma borracha sabe?

Mais como não foi possível, ligamos na loja que compramos a pastilha e eles indicaram o Sr Augusto. Hoje ele veio até aqui ver o que dava para fazer...
Só dá para começar a obra no dia 13/11. Mais não temos muita escolha né meu bem?!

Gostei dele. É um senhorzinho que se dedica ao que faz. Que gosta de tudo bem feito. 
Além disso, me fez lembrar meu pai... E ai bateu uma saudade...
Logo hoje que estou mega sensível, que não parei um minuto com tanto trabalho que tinha. 
Bem no finalzinho do dia conheci o Sr. Augusto que me fez lembrar meu pai. Um homem simples de tudo, que não deixa faltar nada para sua família, apesar de ter se separado de sua esposa. E que tem uma filha que mata e morre por ele.
Quando fui me despedir dele quase pedi um abraço. Pela historia dele, por lembrar do meu pai e por achar que dessa vez, vai dar tudo certo.

Enfim, diazin cheio. Com a cabeça a mil por hora.
Por hoje é só. E a única certeza que tenho é que amanhã será outro dia.

Próximo post: o dia que o Erick se meteu a colocar a pastilha do outro banheiro! Sim, por que você achou que minha saca terminava aqui?! Nãooooo ainda tem mais! Só quis deixar registrado meu desapontamento com o ser humano e a lembrança que o Sr Augusto me trouxe...
Inté!

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